Três militares do CIGeoE participaram no CWIX 2026, testando o SIGOp em ambiente NATO e consolidando a conformidade com os standards FMN, com resultados positivos nos serviços geoespaciais a fornecer às forças e tecnologias emergentes.
Três militares do Centro de Informação Geoespacial do Exército (CIGeoE) participaram na edição de 2026 do "Coalition Warrior Interoperability eXercise" (CWIX), o maior evento de interoperabilidade de sistemas e tecnologias da NATO, que decorreu no "Joint Force Training Centre" (JFTC) em Bydgoszcz, Polónia, entre os dias 07 e 26 de junho.
O CWIX 2026 reuniu milhares de participantes de dezenas de países aliados e parceiros da NATO, focando-se em testar a interoperabilidade entre sistemas de informação nas áreas de Comando e Controlo, Geoespacial, Logística, Ciberdefesa, Espaço e outros serviços de apoio à decisão, com base nos conceitos, princípios e especificações da "Federated Mission Networking" (FMN).
Os militares do CIGeoE participaram com o Sistema de Informação Geográfica de Apoio às Operações (SIGOp), desenvolvido internamente no CIGeoE. O SIGOp disponibilizou com sucesso serviços geoespaciais OGC (WMS, WMTS, WFS e WCS) em conformidade com as especificações FMN Spiral 5, que foram consumidos por capacidades de múltiplas nações aliadas, validando a interoperabilidade do sistema em ambiente de rede de missão federada. Esta participação confirma o alinhamento do SIGOp com os standards NATO e posiciona o sistema para a validação formal da Spiral 6 numa edição futura do CWIX.
Nas tecnologias emergentes, o CIGeoE destacou-se como uma das poucas nações a disponibilizar serviços de OGC API, contribuindo para a experimentação e sensibilização em torno dos standards da Spiral 7+. Na área de Vector Tiles, o SIGOp evoluiu significativamente, passando a disponibilizar um serviço de mapa base global construído a partir de dados abertos, que foi consumido com sucesso por diversas capacidades aliadas.
A participação do CIGeoE no CWIX 2026 reforça o papel do Exército Português no desenvolvimento de capacidades geoespaciais interoperáveis em contexto NATO, demonstrando a capacidade nacional de contribuir para a construção de um panorama situacional e operacional comum em operações multi-domínio, e sublinhando a relevância do desenvolvimento interno de tecnologias de defesa alinhadas com os mais exigentes standards NATO.